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A Transição para a Arte do Século XX

A Coragem de Transgredir

Os impressionistas iniciaram a mudança de rumos na história da arte. Depois deles, Van Gogh, Cézanne e Gauguin continuaram o caminho. O ano de 1888 encontrou Cézanne em Aix, Van Gogh em Arles e Gauguin havia viajado para o Taiti, à procura da essência da vida. Estes três corajosos, e considerados malucos, foram homens solitários, que sequer tinham a esperança de serem compreendidos, mas conseguiram uma nova forma de expressão. A arte pictórica passou a ter um papel muito maior que a de simples objetos de decoração e a emoção se tornou a palavra dominante.  Pablo Picasso em 1907, com o seu quadro Les Demoiselles D’Avignon, inaugurou uma nova fase, talvez tão importante como o Renascimento ou a Arte Clássica, e que se convencionou chamar de Arte Moderna. Os três solitários e corajosos “loucos” foram a transição e a inspiração desta nova fase. Cézanne foi o caminho para o Cubismo, Van Gogh para o Expressionismo e Gauguin para as diversas formas de Primitivismo. Além desses nomes, que são as colunas da Arte Moderna, outros artistas, também tiveram grande importância nesta aventura. Mas diferentemente dos artistas do passado mais distantes, não podem ser apresentados de forma didática e coerente. Não há uma seqüência temporal e hierárquica de influência, mas todos parecem serem influenciados e influenciarem ao mesmo tempo. A observação destes artistas onde a criação e a transgressão são a norma se torna um agradável e estimulante exercício cerebral.

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Paul Cézanne

1904-1906

Estrada Sinuosa

Fondation Beyeler, Riehen (Basel)

Apesar de as manchas de cores representarem vegetais estradas e construções, o quadro é absolutamente experimental. Prenúncio da influência de Cézanne no modernismo abstrato que logo se descortinaria.

 

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Paul Gauguin

1894

Die Mittagsruhe

Privatsammlung

O Lirismo do quadro não apaga a inovação. Com poucas linhas e cores o artista consegue representar a emoção calma do momento.

Matisse 1869-1964

Henry Matisse nasceu no norte da França, se Picasso não houvesse existido Matisse teria cumprido o seu papel de inovador de uma era. A sua importância criativa é inequívoca, embora eclipsado pelo gênio espanhol. Caracterizou-se por simplificar as formas e soube manipular muito bem as cores. Cada ponto de seus quadros tem um significado.

matisse 1918-1919 (75kb)

Matisse

Matisse, Henri (1869-1954) - 1918-19 Interior with a Violin Case, The Museum of Modern Arts (MOMA)

“Esforço-me por uma arte de equilíbrio e pureza. Que não desassossegue ou confunda. Gostaria que o homem cansado, sobrecarregado, acabado, encontrasse paz e sossego nos meus quadros. (Matisse)

Munch 1863-1944

Edvard Munch nasceu no sul da Noruega. A mente atormentada, a solidão, a angústia e o desespero caracterizam o seu trabalho. A sua obra foi expressão de sua vida.  Levou as suas emoções ao seu trabalho numa interação tão forte que vida e obra se confundiram. Apresentou alterações mentais que só melhoraram quando abrandou os temas dos seus quadros. Munch mostrava o homem moderno, “pessoas que respiram, sentem emoções sofrem e amam”. Nos seus quadros a beleza estava ausente e a expressão do lado sombrio da vida era o tema principal. Apresentou uma série chamada o “Friso da Vida” que causou grande espanto. Os seus trabalhos principais foram: A Dança da Vida, O Ciúme e O Grito.

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Edward Munch

“Um grito passou pela natureza, a cor uivava” (Munch). A emoção presente como nunca antes na história da pintura. Não há necessidade de representação perfeita para sentir, apenas linhas e cores.

Klint 1862-1918

Gustav Klint nasceu em Viena, na época em que Freud sondava a profundeza da mente humana e a sexualidade era francamente exposta pela primeira vez. Tinha um gênio inconformista, era um amante e defensor da liberdade. Amava as mulheres e venerava a beleza feminina. Tinha uma segunda paixão, a natação. Foi rapidamente reconhecido como o grande pintor de Viena, o que lhe permitiria uma vida tranqüila, mas o espirito do criador, e a necessidade de enfrentar a estabilização o fizeram um transgressor. Foi convidado para pintar o auditório da Universidade de Viena representando a medicina, a filosofia e a jurisprudência. Lá, realizou uma obra grandiosa, mas onde estava presente o seu fascínio, a mulher, de uma forma erótica e envolvente o que causou a ira do governo. Klint perdeu as encomendas oficiais, mas a Arte ganhou a mais perfeita e criativa representação do amor erótico e da beleza feminina. A sua obra tem a emoção do amor no contato de pele e na fusão de seres. Os corpos se insinuam sob uma forte decoração dourada, bizantina, que enfatiza o erotismo e emociona, tira mesmo a respiração.

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Gustav Klint

Egon Schiele 1890- 1918

“Eu segui as passadas de Klint”, estas palavras de Schiele não o diminuem como criador, mas o valorizam. Se Schiele usou a criatividade emocional de Klint na expressão, o fez de uma maneira diferente, o que é difícil para quem tinha um mestre tão próximo e admirado. A sua principal, mas não única forma de expressão era o auto-retrato. O auto-retrato não era usado de uma maneira narcisista e superficial, mas sim para expressar as emoções de uma época conturbada, onde a mente, geradora de emoções, só começava à ser conhecida. 

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Egon Schiele

1911

Mädchen

Graphische Sammlung der Albertina

Schiele morreu jovem, mas deixou sua participação na transição para a arte moderna

Kandinsky 1866-1944

Wassily Kandinsky nasceu em Moscou, e foi o criador da pintura chamada abstrata. Em Munique, na Alemanha, através de amigos, conheceu o trabalho de Matisse. Conseguiu a simplificação máxima das formas e cores de tal forma que não representassem mais objetos, mas que fossem capazes de por si só passar emoções. É claro que foi incompreendido o que o levou a formar o Der Blaue Reiter (O cavaleiro Azul) um grupo de artista vanguardistas que como Kandinski tinham coragem para enfrentar a estabilização. Valia tudo, desde que se expressasse, mostrando “por meio de uma variedade de formas, as muitas maneiras pelas quais o artista manifesta suas emoções”. Kandinky, num grande devaneio, expressou por meio de pinturas a música de Schönberg.  Junto com Franz Marc, Paul Klee e August Macke formaram a vanguarda alemã que foi um movimento complementar, menos conhecido, mas equivalente ao movimento de transformação que acontecia em Paris.

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Kandinsky

Improvisação

1914

Stadtische Galerie im Lenbachhaus Munich

O representado não é mais importante, o caminho da arte moderna está aberto. A manifestação de um conceito é arte.

Franz Marc 1880-1916

Franz Marc, amigo de Kandinsky e participante do Der Blau Reiter, foi um dos mais significativos dos chamados pintores expressionistas. O uso de cores fortes para a representação de animais fazia de sua obra algo facilmente perceptível. Logo ficou claro que o que era representado não tinha qualquer significado e sim a força de expressão das linhas e combinações de cores é que provocavam a emoção. A partir de sua obra inicial, como Kandinsky, de uma forma quase lírica, chegou à abstração. Se se observa a obra de Marc linearmente, ano a ano, pode se compreender que o caminho da abstração foi leve e natural. Não é uma coisa forçada como pode parecer quando comparamos uma obra impressionista com a abstrata. A mudança obtida foi impressionante, mas o caminho foi o que tinha que ser percorrido e o foi suavemente.

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Franz Marc

Formas em Combate

1914

Staatsgalerie Moderner Kunst

Munich

Obra abstrata do contemporâneo e amigo de Kandinsky, o novo tempo definitivamente começou. A percepção de Van Gogh atingiu o máximo na obra dos expressionistas alemães.

Este é um panorama embora simplificado da importante fase de transição para a Arte Moderna, uma revolução no início do século XX. É claro que muitos nomes faltam, como Seurat, Vuillard, Derain, Toulouse Lautrec, Bonnard, Klee, Mondrian, Beckmann, Dix, Kirchner, Macke, Kokoschka e uma grande lista que continua. E há de se falar de outros, não menos importantes, como os brasileiros Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e Portinari, mas isso é uma outra história....

 

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