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Informações sobre Dermatologia, Cirurgia Plástica e Cirurgia Vascular para Pacientes e Profissionais de Saúde |
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Melasma e Desordens da Hiperpigmentação (Manchas escuras na pele)O Melasma é uma doença muito comum, mas não se sabe ao certo o número de pessoas acometidas no mundo. É caracterizada por manchas escuras na pele, principalmente no rosto, com presença de pigmento em maior quantidade nos locais acometidos (melanina) e de aumento das células que contém esse pigmento (melanófagos). Causas do Melasma Acomete mais mulheres que homens, e suas causas são pouco conhecidas, mas existem algumas teorias quanto seu aparecimento. O que todos os pesquisadores concordam em suas pesquisas é que o Melasma é piorado pelo sol, e talvez seu aparecimento se associe quando a pessoa apresenta alguns determinados fatores e se expõe ao sol. Os fatores conhecidos que podem desencadear o quadro incluem a gestação, anticoncepcionais orais, genética, fatores raciais (incide mais em orientais e latinos), uso de determinados cosméticos e de certos medicamentos como antiepilépticos.
Algumas medicações que podem estar associados ao Melasma incluem: O Melasma é mais frequente em pessoas de pele mais escura. Existem algumas localizações que mais comuns como a localização centro-facial (testa, bochechas, acima do lábio superior, nariz e queixo), malar (bochecha e nariz), e mandíbula. Fotos de Melasma
O Diagnóstico e o Tratamento do Melasma O tratamento do Melasma é um desafio para os dermatologistas. Quanto mais profundo o pigmento, mais difícil de se obter um bom resultado no tratamento. Para diferenciar o tipo de Melasma e sua localização nas camadas da pele , o que influencia o Tratamento e o Prognóstico , um exame com um tipo especial de iluminação, chamada Lâmpada de Wood pode ser utilizado. Ela demonstra se o pigmento é mais superficial quando o Dermatologista observa uma cor mais acentuada da mancha, e se o pigmento é mais profundo, nesse caso a cor da mancha se atenua ou fica acizentada. O tratamento consiste primeiramente no uso de protetores solares de amplo espectro. Estes protetores devem ser utilizados de maneira correta, sob orientação do médico. Para a se tentar obter o desaparecimento da mácula (mancha) medicações tópicas podem ser utilizadas. O tratamento do Melasma epidérmico consiste em agentes tópicos como o ácido kójico, ácido láctico, hidroquinona, ácido retinóico, e formulações combinadas, além de peelings químicos, associados á proteção solar. Quando o Melasma é considerado dérmico, normalmente não responde satisfatoriamente ao tratamento tópico, peelings químicos podem ser realizados, e se não apresentar resposta, atualmente o laser fracionado de Erbium ou de CO2, vêm sendo utilizados com respostas interessantes. Entre as medicações tópicas mais utilizadas, a hidroquinona é importante , sozinha ou associada a outros agentes. Ela inibe a conversão de DOPA ( uma substância química) em melanina (O pigmento) através de ação sobre a enzima tirosinase. Assim evita a formação da mancha inibindo a síntese de pigmentos pelo melanócitos, dessa maneira evitando a pigmentação progrida. A ação da hidroquinona é lenta e pode ser esperada em algumas semanas ou meses. O tratamento deve ser sempre acompanhado pelo médico, pois a hidroquinona não é isenta de efeitos colaterais, como a hipopigmentação em confete e ocronose, além de vermelhidão, e mesmo piora do quadro de pigmentação (chamada de hiperpigmentação pós-inflamatória). A hidroquinona pode ser combinada com outros agentes aumentando sua eficácia, sendo as combinações mais classicamente utilizadas a da tretinoína e do ácido glicólico, A tretinoína ou ácido all-trans-retinóico é útil para o tratamento do Melasma. Outros compostos retinóicos incluem a isotretinoína tópica e ácidos retinóicos poliaromáticos, como tazaroteno e adapaleno. O mecanismo de ação da tretinoína parece ser o aumento do turnover epidérmico (ou seja, aumento da produção de novas células da pele, que substituem as antigas manchadas), e efeito inibitório sobre a tirosinase, evitando assim a síntese de melanina. Entretanto, o ácido retinóico pode ter um efeito estimulante da produção de melanina, se houver exposição ao sol ou a luz. A medicação deve ser continuada por um período relativamente longo para apresentar os resultados esperados. O ácido azeláico é um ácido isolado de um fungo, o pityrosporum. Parece agir sobre melanócitos anormais, com destruição e inibição dessas células. Pode apresentar efeitos colaterais como vermelhidão e coceira. O ácido kójico também é um produto de um fungo e age inibindo a enzima tirosinase (que auxilia na produção de pigmento melanina), e é antioxidante. Age melhor quando combinado com outros agentes. Além do uso isolado, os agentes tópicos com ação sobre o Melasma podem ser utilizados em conjunto com outros agentes como corticóides ou antioxidantes, para diminuição dos efeitos colaterais e para um melhor resultado e um mais rápido clareamento . Além do tratamento já descrito, peelings químicos podem ser utlizados, apresentando uma melhora após pelo menos três ou quatro aplicações com intervalo de duas a três semanas entre eles. Os agentes utilizados são diversos, como ácido tricloroacético, jessner, ácido retinóico, ácido glicólico, salicílico e outros. A hiperpigmentação pós-inflamatória, é considerada uma resposta normal do organismo após regressão de alguma doença da pele, deixando no lugar uma mancha escura. Não se sabe exatamente a causa mas parece que substâncias liberadas por causa da inflamação, estimulam os melanócitos. As doenças descritas acima são muito comuns e aflige um grande número de pacientes, afetando muitas vezes sua qualidade de vida. O tratamento destas afecções sempre deve ser buscado, pois os resultados podem ser surpreendentes. Um médico dermatologista deve sempre acompanhar o tratamento e realizar o correto diagnóstico, pois as medicações não são isentas de efeitos colaterais, que podem inclusive piorar a doença atual. |
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