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Termografia

Fase 1 - Consulta Médica e Exames Complementares

    É um exame não invasivo, realizado com um sistema  criado na Itália, e onde folhas com Cristais Líquidos de Colesterol, que tem a capacidade de mudar a emissão de cores em bases consistentes e previsíveis. Desta forma é possível determinar mudanças de temperatura na superfície da pele, e observar, junto com a consulta clínica,  o estágio da Celulite. Cada estágio tem características próprias que podem ser observadas na Termografia. Conhecer o estágio da Celulite é importante para o prognóstico. Variam de 1 a 4 .  Se os estágios são mais iniciais é possível esperar desaparecimento completo do problema, com o tratamento, se são mais avançados é possível esperar uma considerável melhora, mas não a recuperação total. Os estágios 1 e 2 são considerados iniciais e os estágios 3 e 4 considerados avançados. A Termografia, de uma maneira muito simples, apenas aplicando as folhas duplas com os cristais de colesterol sobre a pele, e realizando uma fotografia digital, pode determinar o estágio da Celulite, e contribuir para a determinação dos componentes da SDC – Síndrome de Desarmonia Corporal.

Estágios da Celulite

            A Celulite se apresenta em quatro estágios de evolução. Enquanto mostramos o que acontece em cada estágio aproveitaremos para falar sobre os mecanismos de formação de Celulite.

 

Condição Normal

 Na condição normal o tecido gorduroso é ricamente irrigado, as células gordurosas são de tamanho e formas normais. Os vasos são eficientes e tem formato normal. Não existe edema e a Termografia  (um exame que demonstra o grau de Celulite)  é normal.

 

-Estágio 1

 Acontece um aumento de volume  das células do tecido gorduroso na região afetada ocasionado por acúmulo de gordura dentro da célula. Não existe alteração circulatória e dos tecidos de sustentação, apenas uma discreta dilatação das pequenas veias do tecido gorduroso. Não há sinais visíveis na pele e nem dor. Na Termografia  pode aparecer o aspecto chamado “Moucheté” que representa aumento de temperatura provocada por edema e hiperpermeabilidade dos capilares sangüíneos.

Estágio 2

As células gordurosas ficam um pouco mais cheias de gordura, e as que ficam na parte mais profunda começam a sofrer o mesmo processo. Já aparece um certo grau de fibrose, que se piorar, começa a formar micronódulos na fase seguinte. O aumento do volume das células provoca alteração circulatória por provocar a compressão das microveias e vasos linfáticos. O sangue e a linfa (líquido aquoso que banha as células)  ficam represados. Ocorre então um maior “inchaço” das células gordurosas e detritos tóxicos, que deveriam ser eliminados, começam a ficar acumulados. A ação hormonal normal da mulher retém líquidos, que piora ainda mais o inchaço. O uso de anticoncepcional e as gestações, ainda por ação hormonal, vão inchando o tecido e piorando as alterações. Na pele já é possível se observar irregularidades à palpação e ainda não existe dor. Na Termografia o aspecto “Moucheté” é mais característico aparecendo edema e estase sangüínea demonstrados por áreas de temperatura aumentada.

Estágio 3

As células continuam aumentando de volume por causa da contínua aquisição de gordura e edema. Ocorre uma desordenação do tecido e aparecimento dos nódulos que apesar de mais profundos, são vistos como irregularidades na superfície da pele, mesmo sem palpação. Começa a existir uma fibrose, que é o endurecimento do tecido de sustentação (onde estão as fibras) e a circulação fica ainda mais comprometida. Podem aparecer os vasinhos e microvarizes. A pele tem o aspecto parecido com “Casca de Laranja”. Ocorre a sensação de peso e cansaço nas pernas (Deve-se lembrar que a Celulite é relacionada com problemas circulatórios funcionais  locais, e nesse estágio a circulação no tecido gorduroso já está com problemas). Na Termografia  aparece o aspecto de “Pelle di Leopardo” que é a presença de inúmeras manchas termográficas, denotando a desorganização do tecido, com várias temperaturas e a presença de edema e estase venosa.

Estágio 4

O inchaço desordenado das células gordurosas é acentuado, o tecido de sustentação se torna mais endurecido (fibroesclerose) e a circulação local de retorno, venosa está muito comprometida. Nesse estágio, a Celulite é dura e a pele fica “lustrosa”, cheia de depressões, com aspecto acolchoado. As pernas ficam pesadas, inchadas, doloridas e a sensação de cansaço está freqüentemente presente, mesmo sem esforço. Na Termografia aparecem os aspectos anteriores já descritos e surgem os “Black Holes”, ou “Buracos Negros”, que são regiões de circulação diminuída, representando uma coalizão de vários micronódulos em macronódulos e a presença de significativa fibrose.

Localização da Celulite

A Celulite pode se localizar em várias regiões do corpo. Existe uma predileção pela região glútea, a região lateral da coxa, a face interna e posterior da coxa, o abdômen, a nuca, a parte posterior e lateral dos braços e a face interna dos joelhos, mas em pessoas predispostas pode atingir até mesmo os tornozelos.

 

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